Víbora-cornuda

Vipera latastei

Classificação científica
Reino Animalia
Filo Chordata
Classe Reptilia
Ordem Squamata
Família Viperidae
Género Vipera
Espécie Vipera latastei

 

Características:

– Pode medir até 70 cm de comprimento;

– Possui um corpo grosso e curto e uma cauda curta;

– É dotada de uma cabeça triangular e bem diferenciada do corpo e o extremo do focinho é muito proeminente, com 3 a 7 escamas apicais que formam um apêndice nasal típico da espécie (daí o nome de cornuda) e pupilas verticais;

– Possui escamas cefálicas muito fragmentadas, no máximo 2 ou 3 de contorno irregular;

– A sua coloração é cinzenta ou acastanhada, por vezes com manchas amarelas, alaranjadas ou avermelhadas, possuindo no dorso uma mancha mais escura, em zigue-zague, ao longo de todo o corpo;

– Produz um potente veneno proteolítico, coagulante e hemolítico, potencialmente mortal para o Homem;

– Não é agressiva, nunca ataca espontaneamente;

– Os machos distinguem-se das fêmeas por possuírem uma cauda mais larga e maior número de escamas sub-caudais (entre a cloaca e a ponta da cauda). É frequente as fêmeas apresentarem cores menos contrastantes.

– Vive entre 11 e 14 anos.

Habitat:

– É uma espécie mediterrânica que necessita de locais com boa insolação. Deste modo, habita em zonas abertas nos limites dos bosques e matos ou em bosques relativamente abertos como os montados ou os pinhais. No sul habita também dunas costeiras e areais. Embora os substratos rochosos sejam preferidos por esta espécie, não são um factor que limite a sua presença.

Alimentação:

– As víboras-cornudas alimentam-se de uma grande variedade de presas, como lagartos, lagartixas e outros répteis, musaranhos, toupeiras, ratos, pequenas aves, pequenos anfíbios e invertebrados como escorpiões e centopeias.

Predadores:

– Entre os seus predadores incluem-se algumas cobras, aves de rapina (falcões, tartaranhões e águias) e mamíferos como o saca-rabos, o javali e o ouriço.

Reprodução:

– Os acasalamentos ocorrem nos meses de Abril e Maio, e entre Agosto e Outubro. É uma espécie ovovivípara. As fêmeas originam entre 3 a 10 crias, dependendo do seu tamanho corporal.

Estado de conservação:

– A fragmentação das suas populações por alteração e destruição do habitat e a perseguição directa pelo Homem constituem as principais causas do declínio que se tem observado para esta espécie. Faz parte do Anexo II da Convenção de Berna, no entanto, em Portugal, seu estatuto é indeterminado( I ).

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