Lince Ibérico

Lynx pardinus

Classificação científica
Reino Animalia
Filo Chordata
Classe Mammalia
Ordem Carnivora
Família Felidae
Género Lynx
Espécie Lynx pardinus

Características:

– Apresentam a cabeça pequena e focinho curto, com dentes aguçados adaptados para cortar carne;

– Goza de pelos faciais alongados que se tornam mais notáveis no Inverno;

– Penachos nas pontas das orelhas em forma de pincel;

– Possuem cinco dedos nos membros anteriores e quatro nos membros posteriores que terminam com garras retrácteis;

– São digitígrados, ou seja, apoiam-se nas extremidades das patas;

– A sua cauda é muito escura, com a ponta escura;

– A sua aparência robusta com pernas sólidas das quais as de trás são notavelmente mais compridas do que as da frente dão-lhe um porte altivo e robusto;

– A sua pelagem é longa e sedosa, com uma coloração castanha avermelhada ou cinzenta, com manchas negras, permitindo que passe despercebido, confundindo-se com o meio que o envolve.

– Vive até aos 16 anos.

Habitat:

– Habita no maqui mediterrânico;

– Prefere um local de mato denso para refúgio e pastagens a céu aberto para a caça;

– Não costuma frequentar espaços onde existam plantações de espécies arbóreas exóticas;

Alimentação:

– Come essencialmente coelhos europeus, sendo ele um factor de controlo para a população dos mesmos;

– Pode também comer veados jovens, patos (entre outras aves), peixes, raposas, cobras e outros répteis.

Predadores:

– Não lhe são conhecidos predadores naturais.

Reprodução:

– Acasala em Janeiro ou Fevereiro e as crias nascem em Março ou Abril;

– Tem 68 a 72 de gestação;

– Nascem entre uma a cinco crias;

– As crias ficam com a mãe até ela acasalar mais uma vez no Inverno;

– As crias permanecem dentro do território da mãe durante uma média de 20 meses antes de se dispersarem numa distância até 30 km. Os irmãos ficam juntos durante algum tempo depois de deixarem a mãe.

Estado de conservação:

– O estatuto de conservação do Lince Ibérico tem variado ao longo das últimas décadas.

– Em Portugal, a espécie permanece com o estatuto de Criticamente Ameaçada, de acordo com a última edição do Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal, de 2006.

– As suas principais ameaças são:

  • Diminuição das populações de coelhos devido a doenças que atacam essas espécies, como a pneumonia hemorrágica viral e a  mixomatose;
  • Utilização de armadilhas pelo homem;
  • Atropelamentos;
  • Caça ilegal.
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