Escrevedeira-amarela

Emberiza citrinella

Classificação científica
Reino Animalia
Filo Chordata
Classe Aves
Ordem Passeriformes
Família Emberizidae
Género Emberiza
Espécie Emberiza citrinella

Características:

– Esta espécie é relativamente grande, apresentando uma cauda comprida e um uropígio castanho-ruivo sem marcas, elementos amarelos em diversos pontos da plumagem, mais vincados nos machos, manto/dorso castanho-azeitona com muitas riscas pretas e, bico relativamente pequeno com a mandíbula inferior cinzenta-azulada clara;

– Na cauda podem ser observadas as rectrizes exteriores brancas, em particular em voo;

– Os machos apresentam uma plumagem nupcial inconfundível, apresentando uma cabeça quase toda amarela, mas com algumas manchas escuras na coroa e na “face”. Destaca-se sobretudo uma listra ocular e uma espécie de bigode. As partes inferiores são claramente amarelas, mas muito manchadas nos flancos e menos no peito. Nota-se ainda uma apreciável extensão verde-azeitona e castanho-ruivo no peito e flancos;

– As fêmeas apresentam uma plumagem mais discreta. A cabeça e o peito não apresentam a espectacularidade dos machos, apresentando uma tonalidade geral verde-acizentada riscada. As partes laterais da cabeça são de um verde-acizentado, mas sem amarelo. As partes inferiores, são de um amarelo-esbatido, mas mais riscados nos flancos e peito que os machos. As riscas são cinzentas-escuras quase pretas;

– Vive até cerca dos 13 anos.

Habitat:

– Na sua área de distribuição em Portugal parece estar associada a áreas de cultivo como, por exemplo, campos com centeio, associados a parcelas com matos, lameiros, pequenos povoamentos florestais e diversos tipos de sebes.

Alimentação:

– A alimentação no período reprodutor é composta sobretudo de invertebrados, como borboletas, lagartas, escaravelhos, gafanhotos e moscas;

– Fora da época de reprodução, diverso material vegetal e sementes de cereal dominam a dieta desta espécie. Contudo algumas aves podem especializar-se em invertebrados.

Predadores:

– Não lhe são conhecidos predadores naturais.

Reprodução:

– Em Portugal a época de reprodução parece ter início no final do mês de Abril, à semelhança do apontado para a vizinha Espanha. Aparentemente prolonga-se até pelo menos meados de Agosto. Existem registos de construção de ninhos durante a segunda quinzena de Agosto, sugerindo a realização de segundas posturas, ou posturas de substituição;

– Pouca mais informação existe sobre a nidificação desta espécie em Portugal. Todavia para a Catalunha são referenciadas posturas médias de 4,5 ovos (intervalo 4-5 ovos);

– O ninho normalmente é construído no chão, ou perto dele, escondido entre a vegetação junto a uma árvore ou sebe. É construído unicamente pela fêmea, sendo constituído por ervas, pequenos raminhos, ervas secas, folhas, musgo, por vezes pêlos e penugem;

– A incubação normalmente prolonga-se entre 12-14 dias sendo unicamente assegurada pela fêmea. Os machos ajudam na alimentação dos juvenis.

Estado de conservação:

– Esta espécie é considerada “não ameaçada” (NT) em Portugal e não se A população portuguesa, desta espécie, encontra-se estimada entre 500-1200 indivíduos;

– No Parque Nacional da Peneda – Gerês encontra-se estimada entre 250-350 casais;

– As principais razões apontadas para sua vulnerabilidade são o progressivo abandono das actividades agrícola e pastoril extensivas;

– Aparentemente na Europa não se encontra globalmente ameaçada.

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